sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Filme "Cores" retrata 'angustiada' geração brasileira com 30 anos

Dirigido por Francisco Garcia, longa segue vida de três jovens desiludidos.
São pessoas com 'uma angústia e um vazio muito grande', diz diretor.


Cena de 'Cores', do diretor Francisco Garcia (Foto: Divulgação)


O diretor brasileiro Francisco Garcia dedicou primeiro longa-metragem, "Cores", a falar sobre a "agonia" de sua geração, a de jovens na casa dos 30 para quem o crescimento econômico do Brasil não trouxe a oportunidade de um futuro melhor.


O filme, exibido na mostra Novos Diretores do 60º Festival de Cinema de San Sebastián, na Espanha, é também uma história de amizade "verdadeira", a de três jovens que vivem uma vida de desilusão e rotina. Garcia (São Paulo, 1980) acredita que as pessoas de sua idade "têm uma angústia e um vazio muito grandes". "É uma geração pós-hippie, pós-punk, da desilusão dos anos 1990 e de um começo de século que não sabemos para onde vai", definiu, em entrevista à Agência Efe.


É um filme cheio de simbolismos, metáforas e antíteses, começando pelo título, "Cores", para uma história contada em preto e branco. "Essa é a ironia, porque o que falta na vida dessas pessoas é justamente a cor", conceitua o diretor.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Carta a mim mesmo


São Paulo,  25 de Setembro de 2012

Carta a mim mesmo

O julgamento não acontece, não procede quando há conjetura, sendo assim, abra-se para o novo, para idéias. Do mesmo diferente; sou caipira, sou sambista, sou o que sou, e talvez alguém vá me mudar. 
Homem sem transformação é como a terra árida, só preenche espaço, o espaço do vazio, do inerte, inerente a julgamentos. 
Mente vazia o que fazes? 
Produzo conjetura dos princípios alheios. 
Nossa que horror! 
Mente aberta o que fizeste? 
Na ociosidade turbinei meus pensamentos, me envolvi de paz, de amor, de virtude e tirei a dor! 
Dar em vez de receber, perguntei antes de falar, só entende quem é ar, que corre pra todo lugar!

Por: Jean Carlos